O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, e o respectivo Executivo camarário, estiveram, durante toda a manhã, no Externato da Apresentação de Maria, na Freguesia de São Pedro, onde decorreu a visita das Presidências Abertas da Autarquia, sob o mote “O Funchal Que Nos Une”, e também a habitual Reunião de Câmara semanal.

Miguel Silva Gouveia, começou por explicar que “tivemos a oportunidade de conversar com duas turmas, do 6.º e 8.º ano, onde respondemos a algumas perguntas colocadas pelos alunos, e é com muita satisfação que verificamos que a consciência social destes jovens está bastante apurada, pois colocaram a todo o Executivo camarário questões relacionadas com a crise climática, e com o papel que a Câmara Municipal tem desenvolvido para mitigar desigualdades sociais, e também do trabalho pela causa animal”.

Relativamente às deliberações tomadas na Reunião de Câmara, Miguel Silva Gouveia destacou a aprovação da abertura de dois empréstimos, “o primeiro empréstimo foi para a comparticipação municipal da segunda fase das obras que visam monitorizar e controlar as perdas de água no concelho, o investimento total ascende aos 10 milhões de euros, e procuramos financiar os 5,5 milhões que não são comparticipados pelo POSEUR, por fundos comunitários, e vamos pedir um empréstimo para que essa obra possa ir para o terreno”.

“Já temos a primeira fase em andamento, que compreende as Freguesias de São Martinho, Santo António e São Roque, a segunda fase irá abranger o restante concelho, não queremos deixar ninguém para trás, e vamos tornar realidade aquilo que os funchalenses também procuram, que é ter uma cidade ambientalmente mais sustentável com este investimento nas redes de água”.

O outro empréstimo aprovado por unanimidade refere-se à renovação da frota do Departamento de Ambiente da Autarquia, nomeadamente a frota de recolha de resíduos sólidos urbanos, e ainda dos veículos que fazem a transferência de resíduos para a Meia Serra. O Presidente referiu que “são cerca de 40 viaturas a serem renovadas ao longo dos próximos 3 anos, num investimento de 5,9 milhões de euros”.

O edil funchalense concluiu esclarecendo que “no passado existam instrumentos financeiros, como o fundo ambiental, ou as receitas do jogo instantâneo, que permitiam equipar os municípios com viaturas de recolha de resíduos, actualmente não existindo, a Câmara Municipal do Funchal não pode deixar de fazer os investimentos que são necessários, e recorrer ao empréstimo é também uma forma de ultrapassar o chumbo do Orçamento Municipal, chumbado pelo PSD e pelo CDS, que agora implica que tenhamos de recorrer ao crédito para manter o investimento que o Funchal precisa”.